ARTISTA+ARTISTA
CORPOEFÊMERO: qual a terra da Arte?
JOTAPE PAX e Ubiratan Fernandes
A exposição propõe uma reflexão sobre a arte em meio às transformações climáticas, políticas e sociais que atravessam nosso tempo. A partir do diálogo entre dois artistas, o projeto tensiona a permanência e a transitoriedade das obras e sua materialidade, destacando a capacidade de adaptação, resistência e reinvenção. Ao aproximar corpo, cidade e criação artística, a mostra convida o público a pensar o lugar da arte no mundo contemporâneo, marcado por instabilidade e urgência de novas formas de existência.
os artistas
Jotape Pax
Jotapepax é artista visual, muralista e fundador da Paxart. Sua produção transita entre arte urbana, design e experimentações gráficas, com murais que ressignificam fachadas e espaços públicos pelo Brasil. Criador do projeto Paredes com Propósito, une estética e impacto social em obras que contam histórias de resistência e reconstrução. Atualmente, também integra a diretoria da Bienal do Mercosul, contribuindo ativamente para a valorização da arte contemporânea na América Latina.
Radicado em Porto Alegre, é artista visual, pintor,escultor, fotógrafo autodidata, com formação complementar no Atelier Livre Municipal de Porto Alegre e na Faculdade San Jordi, na Universidade de Barcelona. É criador do Projeto Tampart que realiza ações de educação ambiental na escolas públicas e privadas. Atualmente atua com esculturas e tem como motivação o uso de materiais diversos para construir as obras.
A fotografia retrata equilíbrio tênue das esculturas temporárias.
curadoria
Mona Carvalho
Mona Carvalho, é curadora, gestora e assessora cultural, avaliadora e orientadora de projetos, servidora pública e designer de serviços e de comunicação acessível. Possui graduação em Lic. em Ed. Artística na Universidade de Caxias do Sul, estudou na Universidade de Santiago de Compostela – Espanha, no curso de História da Arte, na Università Degli Studio di Verona – Itália, cursando Conservação dos Bens Culturais e na Universidad Autonoma de Bucaramanga – Colômbia, no curso de Artes Audiovisuais, é especialista em Arteterapia também pela UCS e Design de Serviço e Comunicação Acessível pela Mergo. É coordenadora da Unidade de Artes Visuais da Secretaria Municipal da Cultura de Caxias do Sul, responsável também pelo Acervo Municipal de Artes Plásticas (AMARP), pela Semana da Fotografia, Convocatórias de Arte e outros. Foi recentemente coordenadora adjunta do Colegiado Setorial de Artes Visuais do RS, integra Conselho Municipal de Política Cultural e é vice-presidente da Associação Riograndense de Artes Plásticas, a Chico Lisboa.
O corpo da arte, assim como o corpo humano e o corpo das cidades, se molda e se transforma diante dos mais diversos climas que o atravessam. A exposição “CORPOEFÊMERO: qual a terra da Arte?” emerge como uma reflexão sobre as dinâmicas que afetam não apenas a materialidade da arte, mas também os contextos que determinam sua existência e permanência.
Cada vez mais imprevisível, o clima meteorológico manifesta sua força em catástrofes, como as recentes enchentes no sul do Brasil e na cidade de Porto Alegre, que evidenciam a fragilidade das estruturas urbanas e humanas. Paralelamente, o clima político e social tensiona a produção cultural, impondo limites e desafiando os espaços de resistência da arte. Os climas se sobrepõem em camadas de tensão e instabilidade.
Neste contexto, dois artistas expõem seus trabalhos em um diálogo de contrastes que revela a amplitude dos fazeres artísticos e suas relações com os diversos suportes e territórios propondo uma discussão sobre a persistência da arte em meio a tantos climas instáveis. Se, por um lado, a arte busca um lugar de permanência, por outro, ela também encontra força na transitoriedade, na adaptação e na reinvenção.
O desenvolvimento de uma obra, a sua inserção nos espaços urbanos ou nos ambientes institucionais e o valor que a sociedade lhe atribui, são aspectos tensionados nesta exposição. Em um cenário de incertezas climáticas, políticas e sociais, a arte também se desloca, buscando novos modos de existir e interagir com o público através do pensar a terra da arte no mundo contemporâneo, onde a resistência e a adaptação se fazem essenciais.
Assim, esta exposição é um convite à refletirmos sobre o lugar da arte em tempos de transformação.
abertura
30 de stembro de 2025, 19h. Ás 17h conversa com os artistas e curadores
visitação
30 de setembro a 2 de novembro, de terça a domingo, das 10h às 18h
Entrada franca

