Lizza Dias no show Cabocla
Show “Cabocla – A Força da Mulher” celebra as raízes, o povo originário e a força da mulher negra. Com influências indígenas, africanas e caboclas, o repertório do show evoca a ancestralidade feminina, representada pela mãe terra, pela tia protetora, pela irmã acolhedora e pela preservação da natureza.
a artista
Lizza Dias
Lisane Dias nasceu em Porto Alegre e começou a cantar ainda criança em festas da escola. Aos 16 anos, obteve sua carteira de musicista profissional pela Ordem dos Músicos do Brasil, participando, logo em seguida, de um coral infantil no Quilombo do Paredão, no Rio Grande do Sul, onde também, por dois anos, ministrou oficinas.
Fascinada pela cultura afro, descobriu-se filha de Yansã, passando a aprofundar sua ligação com a cultura africana e a sua diversidade musical. Em Porto Alegre, cantou em grupos como “Afro-Tchê” (axé music) e “Toque Fatal”, com repertório variado de MPB e músicas internacionais. Participou ainda como backing vocal em shows de renomados cantores nacionais, como Alcione, Leci Brandão, Dudu Nobre e Almirzinho. A partir de 2000, passou a se dedicar também a dança, tendo aulas de balé, jazz e dança afro no Grupo Afro Gaden, de Porto Alegre, onde nasceu seu interesse pelo jongo.
Morando no Rio de Janeiro desde 2007, Lizza Dias atualmente se apresenta com sua banda, no projeto Caboclinhas, que acontece uma vez ao mês na Praça dos Estivadores (Zona Portuária do Rio), com um repertório variado de samba de raiz, forró, frevo, jongo, afoxé, ijexá, Realiza também a oficina “Vivência do Jongo”, todas às quintas-feiras, na Casa da Tia Ciata, ensinando a história, passos e cantos ancestrais de antigos africanos que viveram em Quilombos.
Vladimir do Nascimento Rodrigues
Vladimir do Nascimento Rodrigues
(Porto Alegre, 1971). É músico violonista, compositor e produtor cultural. Entre as décadas de 1990 – 2010 participou dos grupos de música negra Caravana 3, AfroEntes e Coral do Cecune. Atualmente, integra o Grupo Desagravo, de interpretação musical da obra poética de Oliveira Silveira, o Grupo Benguelê, de samba e música afro-brasileira.
Machi Torrez
Baterista estilo Jazz, Rock, Blues, Samba, forro, nascido em Argentina , aos 20 anos começou a tocar os Tambores Afro-Uruguaios ( Candombe)Assistindo aos Mestres Afro-uruguaios nas ruas de Buenos Aires, paralelamente inicia aulas de Bateria com o grande Mestre Oscar Linero Junior, vive no Brasil a mais de 10 anos e trabalha com cultura popular e Ritmos folclóricos. Em 2005 participou da Comparça Nação ZumbaleleUruguay, 2014 Administrou Oficinas de Camdombe no Rio de Janeiro/ Pequena África.
Lizza apresenta músicas do novo EP Cabocla, como “Pra te adocicar”, composição de Laércio Lino e Flávio Moreira, um samba que ouviu pela primeira vez na Pedra do Sal, no Rio, encantando-se imediatamente.
Uma rica mistura de samba com ijexá, “Eu cheguei na Mauá” é de autoria do DJ MAM, e tem a Zona Portuária e a raiz afro como temas, indo totalmente ao encontro da vivência da cantora gaúcha com a cultura afro no Rio Grande do Sul e, posteriormente, no Rio. Já “Semeando o amanhã” é uma composição da cantora com Marcelo Lehmann, inspirada a natureza e seus encantos, dedicada a nossa fauna e as nossas matas, florestas, cachoeiras, mares.
Composição de Marcelo Bizar e Silvio Silva, “Tambor” atravessa fronteiras, buscando no candombe, ritmo afro-uruguaio, sua inspiração e, de certa forma, uma homenagem que Lizza faz a sua própria genealogia, por ser neta de uma uruguaia. Do EP, serão apresentadas, ainda, o jongo “13 de Maio” e o ijexá “Eixo da imaginação”, do compositor Gegê de Itaboraí, da Velha Guarda da Portela, retomando sua adoração pela natureza e o respeito ao planeta. Fazem parte também do repertório do show vários cocos de domínio público, incluindo o do candomblé, conhecido como “Coco Zé Pilintra”, e diversos jongos conhecidos em “Axé pra todo mundo”. Em “Cabocla Jurema”, de composição de Candeia – um forte ritmo afro influenciado pelo jongo e pelo candomblé – Lizza buscou inspiração na época em que trabalhou no Quilombo do Candeia, no Rio, juntamente com o Mestre Dinho, parceiro do compositor. A luta da mulher negra e sua resistência ao longo da História são temas em “Seu grito”, de Aurinha do Coco, e “Clementina no Morro”, fruto do seu trabalho de pesquisa sobre o maracatu e ritmos brasileiros, contando a história dos tambores, com foco na mulher guerreira, a Conceição. A narrativa continua com “Zumbi”, de Gilberto Gil, dedicado ao líder Zumbi dos Palmares, que remete ao tempo da escravidão, quando as mulheres empunhavam suas lanças e lutavam junto com seus familiares. Da compositora gaúcha Delma Gonçalves, “Sunga, a nêga” traz elementos do hip-hop e do rap, dialogando com a modernidade, porém sem largar mão das raízes. Lizza será acompanhada por MachiTorrez Percussionista e Vladimir Rodrigues guitarrista/ Violinista.
Eu cheguei na Mauá (DJ MAN)
Cabocla (Candeia)
Eixo da Imaginação (Gege de Itaboraí)
Pra de Adocicar (Laercio Įino/ Flavio Moreira)
Semeando o amanha (Lizza Dias/ Marcelo Įemann)
Jegued(Delma Goncalves/ Jorge Onifade)
Curima (Domínio publico)
13 de Maio (Domínio Publico)
Querido abstrato (Gege de Itaborai)
Seu Grito (Aurinha do Coco)
Mae Mayamba (Lizza Dias)
data
22 de novembro de 2025, 18h
Entrada franca
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