Carolinne Caramão apresenta seus cantos, rezas e milongas

No repertório, canções que homenageiam as benzedeiras, as santas católicas, as divindades do panteão africano e da umbanda brasileira. Maçambiques, quicumbis, ijexás e afro-milongas valorizam a cultura dos tambores negros do Rio Grande do Sul.

A cantora  lança seu olhar investigativo sobre a cultura afro gaúcha, com canções autorais e de compositores renomados do RS, que mostram em suas letras e ritmos característicos, a contribuição do povo negro na construção da cultura sul-riograndense.

Carolinne Caramão vem acompanhada por Gilberto Oliveira no violão e vocais e Mimmo Ferreira na percussão, vocais e direção musical. São 10 canções mesclando compositores gaúchos, adaptações de benzeduras e criações da própria cantora. Dentre elas, Pretas da Guiné, de Marco Aurélio Vasconcelos, O veículo que leva, de Mimmo Ferreira/Beto Chedid/Carolinne Caramão e Marevento, de Carolinne Caramão.

os artistas

Nascida em Santa Maria, Carolinne foi criada em São Sepé e ainda bem jovem participou de festivais nativistas. No jogo da capoeira aumentou seu interesse pelas músicas de matriz africana, reforçado por sua vivência na Umbanda.  Residiu em Salvador (BA), onde aprofundou suas pesquisas sobre o Samba de Roda do Recôncavo.

Retornando ao RS, direcionou sua atenção às músicas com raízes afro produzidas no estado e a herança deixada pelo povo africano trazido para trabalhar como escravo nas charqueadas das cidades de Pelotas e Rio Grande.

Em 2010 criou o show musical “Carolinne Caramão-Syncronia” e em 2011 criou o grupo de percussão feminina, “Mainô Canto e Tambor”

Com o percussionista Mimmo Ferreira iniciou um mapeamento de compositores que traziam a temática afro em suas composições dando início ao projeto, Pontos, Rezas e Milongas materializado em CD financiado pelo Fumproarte de Porto Alegre em 2013.

Dando continuidade a essa linha, atualmente dedica-se a produção do projeto “Eu Te Benzo”, que envolve audiovisual, canções autorais e rezas musicadas.

É também  pesquisador de ritmos da cultura brasileira e sul-americana. Nascido em Rivera, Uruguai, tem forte ligação com o candombe e artífice da fusão deste ritmo com a música popular brasileira.  Integrante e diretor musical do Alabê Ôni, grupo de percussão que pesquisa as diversas manifestações da cultura afro-sul-riograndense. Tem duas indicações ao Prêmio Açorianos como melhor instrumentista. Educador popular, oficineiro de percussão, arranjador e diretor musical.

É também compositor, arranjador, diretor e produtor musical. É conhecido por imprimir seu estilo marcante na sua música e de artistas com quem produz e atua, requisitado em palcos e estúdios. Músico profissional a 40 anos e professor de música há 35 anos, dividiu o palco com vários artistas brasileiros e estrangeiros. Atua com trabalho próprio e trabalha com vários artistas como instrumentista, arranjador e diretor musical. 

data
22 de maio, 19h

local
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