Ana Matielo apresenta Rama: o silêncio pede milonga

A cantora traz o diálogo com subjetividades corpóreas e o pertencimento à pampa gaúcha em músicas autorais. A partir de pesquisa artística feminista e do estilo gaúcho na música brasileira, a narrativa musical apresenta diferentes maneiras de pertencimento a identidades do sul através da mulher que traduz sua corporeidade em milongas, zambas, chacareras e ritmos híbridos com vozes, violão, violino, contrabaixo acústico e percussão com um trio de mulheres.

O trabalho musical de Ana Matielo, que é mestranda em etnomusicologia, traz a identidade do sul com uma releitura poética e inovadora, sonoridades delicadas e interpretação primorosa, revigorando o conceito de Música Popular Gaúcha ou ainda nomeada de música pós-gaúcha.

as artistas

É compositora, cantora, violonista, natural de Porto Alegre e graduada em Música Popular pela UFRGS. Iniciou seus estudos em música em casa, com o pai, que compõe música tradicional gaúcha. Estudou canto lírico e participou dos grupos corais Expresso 25 (2012 -2016) e Grupo UPA! (2016 -2019). Na universidade encontrou paixão em se dedicar à composição musical e estudos feministas. O seu primeiro EP autoral, Clara (2021) traz ritmos tradicionais do Brasil abordando feminismos, ancestralidade e vivências cotidianas. Ana integra o Conjunto de Folclore Internacional “Os Gaúchos” desde 2019. Sua sonoridade tem influência da música coral, ritmos tradicionais do Brasil e linguagens pampeanas.

Violinista, etnomusicóloga, pesquisadora, educadora, produtora, diretora musical e compositora do Rio Grande do Sul. Alia seu trabalho autoral com pesquisa abordando questões que repensam o regionalismo gaúcho nos espaços sociais e na geografia local, desenvolvendo-o a partir da apropriação e investigação dos elementos simbólicos e códigos sonoros ligados ao regionalismo gaúcho. A ameaça das mineradoras ao ecossistema do RS, a degradação da pampa pelas monoculturas, a modificação genética da natureza e o machismo na cultura popular gaúcha são alguns dos temas presentes nas letras das canções, definidas como realismo regionalista ou música pós gaúcha. Possui quatro singles lançados, e em 2021 vem produzindo seu primeiro álbum autoral que se chamará LaVaca, que está em campanha de financiamento coletivo (apoia.se/LaVaca). Criadora do blog e podcast @GauchismoLíquido, da escola online @OficinadeCompositoras , e integrante do grupo @AsTubas.

Ariadyne Ferranddis é instrumentista, mixadora e pesquisadora. Em 2019 iniciou no curso de Música Popular na UFRGS, participa do Sônicas – Gênero, Corpo e Música onde atua como Bolsista de Iniciação Científica. Participa de Coletivos de Mulheres, atuando como baixista no coletivo Groove das Gu, acompanhando o músico Natê, bloco de carnaval Não Mexe Comigo que eu não ando só, banda Avôa e banda/coletivo de música independente Pônei Xamânico

repertório

A maioria do repertório de 11 músicas é de autoria de Ana Matielo, sendo quatro inéditas: Ao mensageiro, Arraiada em Mariscal, Milonga cor de prata, Léxico. Sou de barro, Reflexote, Retratos, Renascer, Terra e Sangue e ainda Romance de terra e pampa, de Berenice Azambuja e Jorge Missioneiro e Estrela, composta por Clarissa Gleich, completam a lista.


data e horário
26 de março de 2022, 18 horas

local
Presencial para 20 pessoas com passaporte vacinal (Fun
ação Ecarta – Avenida João Pessoa, 943). Entrega de senhas a partir das 17 horas. Transmissão pelo Canal do Youtube da Fundação Ecarta.

entrada franca