Lançamento do livro
Arte, Política e Democracia: reflexões sobre artes visuais, teatro e dança
A publicação reúne 19 artigos de autores de várias regiões do Brasil que investigam como diferentes linguagens artísticas respondem a conflitos políticos, processos de censura, apagamentos históricos e disputas em torno da democracia brasileira.
A coletânea contribui para compreender a arte como campo de disputa simbólica e como prática capaz de ampliar a participação social, questionar narrativas dominantes e fortalecer a democracia. Ao aproximar diferentes áreas de pesquisa, a publicação propõe uma leitura abrangente das maneiras pelas quais artistas, grupos e instituições culturais enfrentam a censura, a violência política e os processos de invisibilização.
histórico
Produzido em um contexto marcado pela pandemia de Covid-19, pela intensificação da crise política e pelos ataques às instituições democráticas, o livro apresenta pesquisas sobre artes visuais, teatro, dança, performance, carnaval, cultura afro-brasileira, movimentos sociais e políticas culturais. A obra também reflete sobre os efeitos do neoliberalismo no trabalho artístico e sobre as formas de resistência construídas por artistas e coletivos.
Dividida em três partes, a publicação apresenta os eixos “Resistências artísticas a imposições políticas e religiosas”, “Insurgências, memória e contemporaneidade” e “Corpo e política”.
Os textos abordam temas como a produção artística em contextos de ditaduras civis-militares no Cone Sul, as colagens teatrais de Millôr Fernandes, a atuação do Bando de Teatro Olodum, as disputas envolvendo a produção de arte pública, a representação de um Cristo negro na arte brasileira, o Carnaval como espaço de crítica social, a trajetória do Clube de Gravura de Bagé e as relações entre arte, racismo, gênero, memória e colonialidade.
Entre os artigos estão análises de trabalhos de artistas como Júlio Shimamoto, Millôr Fernandes, VoluspaJarpa, Gê Viana e Djanira, além de estudos sobre as escolas de sambaMangueira e Paraíso do Tuiuti, o Teatro Experimental do Negro e outras experiências coletivas que evidenciam o papel da arte na elaboração de memórias e na contestação de estruturas autoritárias.
organizadores
Daniela Kern, professora do Instituto de Artes da UFRGS
Rosane Vargas, jornalista e historiadora da arte
Cristiano Goldschmidt, jornalista e pesquisador
dinâmica
organizadores, autores e convidados apresentam a publicação e discutem as conexões entre arte, política e democracia no Brasil contemporâneo
data
30 de setembro de 2026, das 19h às 21h
editora
Panorama Crítico
local
Fundação Ecarta – Sala 3

