ECARTA ANFITRIÃ
Céu, pássaro, jiboia: Cantos do cipó transpostos em imagem
Roda de conversa com o cacique da Terra indígena do Rio Jordão, da Amazônia
Um diálogo para promover aproximação cultural com a tradição da etnia Huni Kuin, da Região Amazônica. Intitulada “Céu, pássaro, jiboia: Cantos do cipó transpostos em imagem”, a atividade é um mergulho nas potentes produções artísticas do grupo Mahku, movimento de artistas Huni Kuin que atua na preservação do conhecimento ancestral de sua etnia.
palestrante
Txaná Ibã Sales Huni Kuin
Mestre dos cantos na tradição do povo Huni Kuin, cacique da Terra Indígena do Rio Jordão, compartilha histórias, cantos e imagens da produção artística do grupo Mahku, abordando obras exibidas em instituições nacionais e internacionais.
Acompanhado de seu filho Tuyn Kaya
mediador
Eduardo Marasca
Professor da rede municipal de Porto Alegre. Há seis anos estuda as medicinas da floresta dentro da cultura indígena. É parceiro e colaborador do povo Huni Kuin das terras indígenas do Acre, apoiando projetos para a melhoria da aldeia, atuando principalmente na logística para a promoção da tradição Huni Kuin em cerimônias com medicinas da floresta.
o movimento
Mahku é um coletivo de artistas que surgiu como forma de resistência para salvaguardar conhecimentos ancestrais contidos em histórias e nos cantos que conduzem os rituais com ayahuasca do povo Huni Kuin.
Tem como objetivo a comercialização de produção artística para viabilizar a compra de terras e garantir condições de subsistência na floresta, tornando-a, assim, instrumento de luta pela autonomia do povo Huni Kuin.
A expressão em pintura, dos cantos, chamados de Huni Meká, são processos tradutórios iniciados a partir da pesquisa de Ibã Sales no Laboratório de Imagem e Som na Universidade Federal do Acre (UFAC Floresta).
Após as publicações “Nixi Pae: o espírito da floresta” (2006), e as exposições como “O espírito da floresta — desenhando os cantos do nixi pae” (2011) e “Histoires de Voir” (2012),— adquiriu visibilidade e prestígio no sistema das artes, compondo amplo circuito de exposições.
Integra coleções particulares como da Fondation Cartier pour l’art contemporain, do Musée des Beaux-Arts de Montréal (MBAM) e Musée Ilnu de Mashteuiatsh, no Canadá; do Museu de Arte de São Paulo (MASP), da Pinacoteca do Estado de São Paulo, e do Sesc Vila Mariana, em São Paulo; e do Museu de Arte do Rio de Janeiro.
data
22 de julho de 2026, às 14h30
ingresso
Social: R$ 10,00
Apoiador: R$ 25,00 (concorre ao sorteio de uma camiseta exclusiva com arte do coletivo Makhu
Contribuição de valores espontâneos via pix para fortalecer o movimento
Pré-venda de ingressos com produtos exclusivos com arte do coletivo Mahku, tiragem limitada
Ecobag: R$ 30,00
Camiseta: R$ 90,00
*Todo valor arrecadado será destinado ao coletivo Mahku
informações
(51) 991861499
apoio
Ecarta Anfitriã e Moinhos Uniformes

