Projeto Potência

Nem todas as Palavras do mundo seriam suficientes

É um poema neoconcreto relacional que explora os limites da mentira, da verdade, da escrita e da história que é contada pelos agentes culturais, artistas, curadores, público de arte contemporânea e interessados em aberturas de exposição por seus quitutes. Partindo da palavra como uma demarcação histórica de uma determinada narrativa pessoal, portanto social, histórica e cultural, o artista convida a todos para mergulhar em um universo enciclopédico de sentimentos, vontades, revoltas e desculpas individuais e coletivas.

obras
Dentro deste poema / instalação existem duas fotografias oriundas de uma intervenção urbana, uma escultura e dois objetos.

o artista

É artista, curador, produtor cultural e montador de arte contemporânea, bacharel em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e reside em Porto Alegre (RS). Curador e idealizador da #2 Panelinha de Arte Contemporânea de Porto Alegre, um remodelado e moderno Salão de Arte Colaborativa que vem se consolidando no sul do país. É um dos co-fundadores do techno bloco de carnaval As Moderninhas do Bairro.
Foi indicado nas categorias de Jovem Curador e Ações de Inovação e Difusão Independente no 18º Prêmio Açorianos de Artes Plásticas no ano de 2025 pelo projeto #1 Panelinha de Arte do Instituto de Artes da UFRGS.

Como artista visual atua sobre questões do próprio sistema da arte através de críticas institucionais em linguagens como vídeo, pintura, instalação, cerâmica e performance, já expôs em todo território nacional e países como Argentina, Uruguai, Colômbia, Rússia e Inglaterra em mais de 50 mostras coletivas desde seu início de carreira em 2015.

texto curatorial

palavra é poder

Tudo o que é e foi dito parte de uma posição de poder: de cima para baixo, de baixo para cima — e quase nunca de um lado para o outro. Quando se fala do campo da arte contemporânea, de sistema da arte, museus, galerias, dos acadêmicos aos mais undergrounds, essa tal de horizontalidade é um mito brilhoso e enfeitado de paetê nas prateleiras de quem ainda não quebrou a cara, já que, na verdade, estamos o tempo todo silenciosamente tentando ultrapassar uns aos outros, sobrepor nossos pontos de vista, contar uma história mais interessante, ter um trabalho mais potente, ganhar o edital, ser o melhor, se destacar — muitas vezes, fazer arte contemporânea é tentar incessantemente ter a última palavra numa discussão sem fim.

Arriscaria a dizer que uma discussão até sem origem e razão bem definidas. É nesse cenário de cruzamento de discursos, verdades, mentiras, aparências e reputações que eu percebo que nem todas as palavras do mundo são suficientes. É que não cabe em palavras o que nos move a ser artistas, mas com certeza cabe num poema.

O conjunto de trabalhos aqui compreende em uma recente produção que busca, antes de mais nada, tomar as rédeas do próprio discurso artístico. Convido a todos a testarem comigo seus conhecimentos, articularem suas palavras, dialogarem com a verdade do outro e compor uma produção de conhecimento escrita por todos nós, por um breve instante, sem títulos e posições: uma historinha da arte só de papel, caneta e palavras cruzadas.

uma auto curadoria de Jordi Tasso

data

abertura
18 de agosto de 2026, 19h
Conversa com artistas 17h

visitação
até 20 de setembro de 2026, de terça a domingo, das 10h às 18h, inclusive feriados

Entrada franca

Edital 2026
Comissão curatorial

André Venzon
Gilberto Habib de Oliveira
Valéria Barcellos