Novos Ares – Orquestra Lux Sonora
O concerto é uma travessia sonora que aproxima a retórica intensa do barroco europeu da paisagem afetiva e melódica do cancioneiro gaúcho. Reafirma a vocação para o intercâmbio criativo, novas obras e a ampliação do acesso à música de concerto.
Se o barroco nasceu em um período de tensões espirituais, contrastes e busca por transcendência, a música do sul do Brasil também carrega em si a dramaticidade da narrativa, o lirismo da milonga e a memória das fronteiras.
O repertório é marcado pela profundidade e pela emoção, com momentos de introspecção e delicadeza, nos quais a música convida à escuta interior. Passagens de vigor rítmico e celebração coletiva, nas quais a alegria se manifesta como energia compartilhada.
O baixo contínuo encontra a pulsação do pampa; o ornamento barroco ressoa na melodia regional; a variação dialoga com a tradição oral. Obras do repertório barroco são colocadas lado a lado com arranjos inéditos e releituras camerísticas do cancioneiro gaúcho, revelando afinidades estruturais e emocionais que atravessam o tempo.
A celebração dos 10 anos é também um gesto de gratidão e de futuro. Gratidão ao público que acompanhou a trajetória do grupo, aos artistas parceiros e às cidades que acolheram seus projetos.
O grupo segue o propósito de difundir música de qualidade e promover encontros artísticos que dialogam com a memória afetiva coletiva com composições de Telemann, Bach, Barbara Strozzi, Cuca Medina, Ivanov Basso e com os arranjos de Luis Guerin e Elizander Dutra e a direção de Rafael Marques.
Há dez anos, a Orquestra Lux Sonora nasceu do desejo de ouvir o tempo. Não apenas o tempo cronológico que marca calendários e temporadas, mas o tempo profundo da música, aquele que atravessa séculos, geografias e identidades culturais.
Desde 2016, o grupo construiu uma trajetória marcada pela investigação da Música de Câmara como espaço de encontro entre tradição e contemporaneidade, entre a herança barroca e as vozes vivas do Brasil.
Ao longo dessa década, consolidou-se como um organismo artístico movido por inquietação estética e compromisso cultural.
Seus concertos tornaram-se experiências de escuta, reflexão e partilha. A cada programa, o grupo reafirma que o repertório histórico não é peça de museu, mas matéria pulsante capaz de dialogar com o presente e revelar novas camadas de sentido.
histórico
Lux Sonora foi criada em 2016 com a proposta de resgatar o repertório de câmara de todos os tempos. A orquestra tem como objetivo descentralizar e ampliar o acesso à música de concerto, levando a diferentes palcos uma reflexão sobre os aspectos atemporais que permeiam a música de câmara desde o período barroco ao cancioneiro gaúcho.
As obras interpretadas originam-se de um período marcado pela crise dos valores renascentistas, gerado por uma nova visão de mundo através de lutas religiosas e dualismos entre o espírito e a razão.
O grupo faz a utilização da instrumentação moderna para a performance tendo a música acima de qualquer paradigma sem perder a estética além de pesquisas feitas até o presente momento.
Sempre atuante no cenário artístico brasileiro já realizou concertos nos principais centros culturais do estado do Rio Grande do Sul onde destacamos as cidades de Porto Alegre, São Leopoldo, Brochier, Canoas, Nova Prata, Pelotas, Bento Gonçalves, Novo Hamburgo, Dois Irmãos, Joinville (SC) e Minas Gerais na cidade do Carmo da Cachoeira,a Igreja Antiga Matriz São Miguel da cidade de Dois Irmãos, Musical Évora do Theatro São Pedro em Porto Alegre, Festival Música nas Igrejas, Quintas Musaicas, Teatro da Santa Casa Porto Alegre, Ecarta Musical, Noite dos Museus, Feira do Livro, Teatro SESC Porto Alegre, Festival Musicâmara entre outros. No ano de 2021 a orquestra montou o espetáculo “ Il Gioco dell’ Amore” onde foi premiado na categoria especial ” Melhor live de 2021″ do Prêmio Açorianos de Música de Porto Alegre.
Em 2023 a Orquestra foi premiada cinco vezes com o Prêmio Açorianos de Música: categorias Melhor Composição Erudita, Melhor Álbum Erudito, Melhor Produção Erudita com a obra Passacaglia Para Bonini, de Jean Lopes Baiano escrita especialmente para a Orquestra e amplamente apresentada em concertos da orquestra; Melhor Intérprete com a obra Il Gardelino de Vivaldi, e a Orquestra como a Melhor Instrumentista daquele ano.
instrumentistas
Bruno Santos (flauta doce)
Elizander Dutra (fagote)
Alessandra Bassani (viola)
Rafael Marques (flauta Transversa)
Luis Guerin (violino)
Cuca Medina (canto)
John Wesley (contrabaixo)
- Monteverdi ( 1567-1643) J. B . Boismortier ( 1689-1755)
Si Dolce Il Tormento
Concerto a 5
– Allegro
– Adágio
– Allegro Che Si Puo Fare
Strozzi ( 1619-1677)
Concerto Grosso em Dó menor Op.6 N.8 G.F. Handel ( 1685-1759)
– Allemande
– Grave
– Andante Allegro
– Adágio
– Siciliana
H.Purcell ( 1659-1695) Cuca Medina
Pavane e Chaccone
Réquiem das Águas
– Requiem Aeternam
– Lacrimosa Novos Ares
Ivanov Basso
ficha técnica
Direção Artística: Rafael Marques
Produção Cênica: Cuca Medina
Arranjos: Elizander Dutra, Cuca Medina e Luis Guerin
links
Youtube @luxsonora9165
Facebook – @oluxsonora
Instagram @luxsonora
data
22 de agosto de 2026, 18 horas
Entrada franca
Transmissão ao vivo pelo canal da Fundação Ecarta no youtube







