OPO 2 e Cultura Doadora unem forças para ampliar doações no RS
A articulação entre instituições e profissionais que atuam na doação de órgãos ganhou novo fôlego nesta quarta-feira (25/03), em Porto Alegre. A coordenação da Organização de Procura de Órgãos 2 (OPO 2) reuniu-se com integrantes do projeto Cultura Doadora, na Fundação Ecarta, para alinhar estratégias conjuntas capazes de ampliar a efetivação de doações e transplantes no Rio Grande do Sul.
Participaram do encontro a coordenadora da OPO 2, enfermeira Viviani Aspirot Mendonça, e o médico Rafael Ramon da Rosa, que já esteve à frente da Central Estadual de Transplantes. Pela Ecarta, estiveram presentes o presidente Marcos Fuhr, a coordenadora do Cultura Doadora, Glaci Salusse Borges, a professora Antonieta Mariante e a transplantada Adriana Teles, do Tx em Movimento, todos integrantes do conselho do projeto.
Em pauta, um consenso: é preciso aproximar ainda mais os diferentes agentes envolvidos na cadeia da doação — da sensibilização social à logística hospitalar — para transformar potencial em vidas salvas. A integração de esforços foi apontada como caminho fundamental para qualificar processos, ampliar o diálogo com a sociedade e reduzir gargalos ainda existentes.
A OPO 2, sediada no Hospital São Lucas da PUCRS, atua na coordenação da identificação e captação de órgãos em hospitais da capital e de parte da região metropolitana e do interior do Estado. O trabalho ocorre em rede, especialmente em unidades com UTI e capacidade para diagnóstico de morte encefálica. Além do hospital-sede, a equipe atua em instituições como os hospitais Conceição, Cristo Redentor, Vila Nova, Moinhos de Vento, entre outros da região metropolitana e do Litoral.
Entre as atribuições das OPOs estão a identificação de possíveis doadores, o acompanhamento do diagnóstico de morte encefálica, o apoio à abordagem familiar para autorização da doação e a organização de toda a logística de captação e transplante, em articulação com a Central Estadual de Transplantes.
O desafio é urgente. Atualmente, cerca de 1,7 mil pacientes aguardam por um órgão no Rio Grande do Sul — a maioria por um rim, o tipo de transplante mais realizado. Em nível nacional, a fila ultrapassa 48 mil pessoas. Números que reforçam a importância de iniciativas como essa: fortalecer redes, sensibilizar a sociedade e, sobretudo, salvar vidas.
