Bel Medula apresenta o show Fermentação
Fermentação é um trabalho artístico de Isabel Nogueira, que assina como Bel Medula. Neste projeto, a artista apresenta, pela primeira vez, o registro de seus poemas e canções em versões intimistas para piano e voz.
A artista atua na confluência de diversas linguagens musicais, transitando entre a canção, a música eletrônica, a experimentação e a improvisação, com uma trajetória marcada pela pesquisa constante e pela criação comprometida com o sensível e o político.
A apresentação parte da concepção de que a criação artística é, ao mesmo tempo, transformadora e intensa, mas também lenta e cotidiana — como um processo de maturação sensível e contínuo.
O espetáculo celebra a criação como impulso vital e forma de resistência frente aos apagamentos e silenciamentos que historicamente marcam a produção artística de mulheres.
Ao longo do show, a artista combina voz, piano e sintetizadores para compor narrativas que ultrapassam sua experiência pessoal, abordando temas como amor, maternidade, solidão, etarismo, conexão com o sagrado e ancestralidade — assuntos potentes e ainda frequentemente ausentes dos discursos hegemônicos.
A apresentação conta com uma seleção de poemas e canções autorais em arranjos delicados e profundos. O show também traz a participação especial de Luciano Zanatta, que toca saxofone em duas composições, ampliando a atmosfera sensível do projeto.
A artista tem sua base em Porto Alegre e atua em parceria com Luciano Zanatta. No ano de 2023 lançaram seu quinto disco de estúdio, “A Dança do Caos”, com produção musical assinada por João Milet Meirelles (BaianaSystem). O álbum anterior, “Abala Ladaia”, foi lançado em 2022 e seu processo de criação foi detalhado em um documentário, chamado “Música é Movimento”. Também foram lançados os discos “Semente” (2021), “Luna” (2020) e “PeleOsso” (2019). A artista já atuou em diversos festivais no Brasil, como Kinobeat, Musica Estranha, FIME; e também no exterior, como Live ArtsCulture (Itália), Feminoise (Argentina), além de ter realizado performances em espaços consagrados, como a sala Spectrum (Nova York).
trajetórias
Isabel Nogueira é pianista, compositora, pesquisadora e produtora musical. Doutora em Musicologia, produz canções usando voz, piano e sintetizadores. Lançou diversos álbuns de música experimental por selos do Brasil, Itália, Peru e Estados Unidos, e os álbuns de canções PeleOsso (2019), Luna (2020), Semente (2021), Abala Ladaia (2022) e A Dança do Caos (2023). É especialista em escuta profunda pelo DeepListeningInstitut e desenvolve workshops sobre este tema no Brasil e no exterior. É professora na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e coordenadora do Grupo de Pesquisa Sônicas: gênero, corpo e música. Participou de festivais como Kinobeat, Música Estranha, FIME, Morrostock e Novas Frequências (Brasil), Electric Medway (UK), Femnoise (Espanha) e Topia (Berlim). Em 2023, recebeu a Bolsa Funarte de Música Pixinguinha, para a realização de uma turnê de shows pelo Nordeste do Brasil.
Produtor, músico e sound designer. Suas obras em áudio e vídeo integram improvisação, linguagens experimentais e algorítmicas e meios eletrônicos. Os procedimentos incluem programação, sampleamento e síntese de som e imagem em performances ao vivo ou sequenciadas. Ao lado de Isabel Nogueira, com o projeto Bel Medula, tem apresentado trabalhos em festivais e eventos nacionais e internacionais e lançando álbuns em plataformas virtuais. Também é professor de Música Eletrônica e Música Popular na UFRGS.
Poema Invento (Isabel Nogueira)
Amuletos (Isabel Nogueira e Daniela Delias)
A medula da noz (Isabel Nogueira)
Vertigem ((Isabel Nogueira e Marília Kosby)
Poema O ponto do ovo (Isabel Nogueira)
Um sorvete de manhã (Isabel Nogueira e Luciano Zanatta)
Samambaia (Isabel Nogueira)
Canção de amor (Isabel Nogueira e Aimée Spolidoro)
Poema Escuta (Isabel Nogueira)
Te dei o mar (Isabel Nogueira)
Vento de Oyá (Isabel Nogueira e Luciano Zanatta)
Barco sem mapa (Isabel Nogueira)
Falta Pele (Isabel Nogueira) Tempo pra bailinho (Isabel Nogueira)
Poema Desejo (Isabel Nogueira)
data
4 de outubro de 2025, 18 horas
entrada franca
