Terceiro Festival de Percussão Ecarta Musical

Oito oficinas com diferentes instrumentos e um show reunindo todos os músicos 

O 3º Festival de Percussão Ecarta Musical celebra a diversidade rítmica do mundo com oficinas inéditas e um espetáculo coletivo no palco da Fundação Ecarta. Durante os quatro sábados de outubro, grandes mestres da percussão conduzem vivências com diferentes instrumentos e sonoridades — do Rio Grande do Sul, Brasil, a tradições africanas, árabes e orientais.

Mais que oficinas: uma imersão sonora, um convite para tocar, sentir e se conectar com a pulsação ancestral da música. Em duas horas de prática são abordadas as técnicas do instrumento, estilos, diferentes modelos e formas de tocar. Não é necessário ter experiência prévia, e quem já toca pode trazer seu próprio instrumento.

Este ano, o festival amplia ainda mais sua pluralidade: entram em cena as castanholas com sua força flamenca, instrumentos cerâmicos com timbres únicos e o bombo leguero, ressoando os ritmos dos pampas.

curadoria
Cândido de Castro

músicos 

Derbake: o pulso ancestral das tradições árabe

Derbake e ritmos Árabes

Técnicas do instrumento;

Principais ritmos árabes;

Influências, tradição e forma contemporânea;

Contagem e acentuações;

Teoria e prática com este instrumento de sonoridade única e marcante

 

Fabiano Tuerlinckx (Derbake), músico percussionista especializado em percussão árabe desde 1998. Integrante do primeiro grupo de música árabe do Sul do Brasil, o LayalialShark, mais tarde vindo a se chamar Oriental Beat. Lançou CD didático de ritmos árabes em 1999 e DVD didático de ritmos árabes , ambos destinados aos estudo dos ritmos com enfoque especial para professoras de dança e bailarinas. Se apresentou por diversos locais do Brasil, Uruguai e foi músico contratado do New Century Hotel and Cassino de Macau, China. Atualmente ministra workshops, aulas de derbake online e se apresenta com artistas de variados estilos musicais.

Dia: 04/10

Horário: 10h

Pandeiro moderno: inovação e brasilidade

O pandeiro é o instrumento de percussão mais presente na música popular brasileira. Já era conhecido nas civilizações no Oriente Médio antes de Cristo e chegou na Península Ibérica na época em que a região foi invadida pelos árabes. No Brasil, o pandeiro foi introduzido por via da colonização portuguesa e os primeiros registros de sua utilização são de meados do século XVI para as celebrações religiosas.

Normalmente usado para tocar os ritmos tradicionais da nossa cultura ele vem se transformando nos últimos anos e está cada vem mais presente em outros estilos musicais como a música pop e o jazz. Essa mudança se deve ao grande percussionista carioca Marcos Suzano que reinventou a forma de tocar o pandeiro, lhe conferindo um caráter universal.

Essa técnica, batizada de Pandeiro Moderno, que será o tema do workshop.

– Objetivos:

Desenvolver uma técnica moderna abordando o pandeiro de couro;

Apresentar os ritmos característicos brasileiros e de outras culturas;

Possibilitar executar padrões ritmos da música pop/contemporânea e também criar novos ritmos através da técnica;

– Como:

Formato de workshop com grupo de no máximo 20 pessoas;

Será usado partes da apostila criada pelo percussionista carioca Marcos Suzano;

– Material necessário:

Qualquer tipo de pandeiro sendo ideal o de couro;

Obs: serão disponibilizados alguns pandeiros;

Nascido em Porto Alegre/RS, começou a tocar bateria aos doze anos mas desde os quatro  já dava suas batucadas nos encontros musicais que aconteciam em sua casa. Estudou no Rio de Janeiro com Robertinho Silva, Marcos Suzano e na Escola de Música Villa-Lobos. Voltando a Porto Alegre em 2002 iniciou sua carreira no sul tocando e gravando com artistas de diferentes estilos, como Adriana Deffenti, Marisa Rotemberg, Gisele de Santi, Mário Falcão, Caio Martinez, Nei Lisboa, Tati Portella, Elias Barboza, entre outros. Em 2014 lançouseuprimeiro disco intitulado “Emfrente” e em 2017 “Rio Comprido” com Robertinho Silva. Tem como característica aliar instrumentos eletrônicos e acústicos em seus set’s. É graduadoemBachareladoemMúsica Popular pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Dia: 04/10

Horário: 13h30

Bombo leguero: a alma dos ritmos pampeanos

Pedro Borghetti – bombo leguero

Pedro Borghetti é músico multi instrumentista, cantor, compositor e agente cultural natural de Porto Alegre. A proximidade desde criança com a dança e a música incentivaram a realização de oficinas coletivas, em formato de roda, onde se experienciam os ritmos latinos e gaúchos de forma acessível e livre no bombo leguero.

Músico, compositor e produtor, premiado no Açorianos de Música 2020 na categoria compositor MPB com seu primeiro trabalho solo (Linhas de Tempo). Gravou na trilha do longa metragem “Legalidade”, produziu a trilha para a peça infantil “De La Mancha: O Cavaleiro Trapalhão”, em 2021 lançou quatro videoclipes pela Lei Aldir Blanc, em 2022 assinou a produção musical do álbum “Os Poetas Nunca Dormem” e em 2023 lançou seu segundo trabalho solo PENDENGA. Em 2025 lançou seu trabalho acústico “Desavenças”.

Dia: 04/10

Horário: 16h

Djembê e dununs: a força dos tambores africanos

Formado em teatro dança e comunicação oral pelo «Instituto Nacional Superior de Artes e de Ações Cultural» (INSAAC) na Costa do Marfim, aluno do curso de música da UFRGS, o MarfineseLouaPacomOulai é um artista multifacetado que vive no Brasil desde 2016, trazendo consigo uma bagagem cultural rica e diversa. Como percussionista, ele é conhecido por seu talento excepcional em instrumentos como djembê, Dumdum, Krin, entre outros. Como dançarino, ele apresenta performances energéticas e empolgantes, que incorporam danças tradicionais da Costa do Marfim e de países limítrofes. Além disso, Loua também é ator de teatro de destaque, tendo participado de diversas peças e espetáculos em sua carreira. Ele é conhecido por sua habilidade em transmitir emoção e narrativa através de sua atuação. Como contador de histórias, Loua traz a tradição oral africana para os palcos, encantando o público com histórias e lendas.

Com sua paixão pela arte e cultura, LouaPacomOulai é um artista que enriquece a cena cultural brasileira com sua presença única e vibrante. Seu talento e dedicação são uma inspiração para todos que buscam expressar sua criatividade e compartilhar sua herança cultural.

Oficina de Ritmos: Djembé e Dununs

O objetivo desta oficina é ensinar os fundamentos do Djembé e dos Dununs, destacando suas características sonoras e culturais. Os participantes aprenderão a tocar esses instrumentos e entenderão sua importância na música africana.

Conteúdo1. Apresentação dos InstrumentosDjembé:História e origem do djembê.Características sonoras e partes do instrumento.Dununs:História e origem dos dununs.Tipos de dununs e suas funções na música.

  1. Técnicas de ToqueDjembé:Aprendizado das batidas básicas e técnicas de percussão.Dununs:Introdução ao toque dos dununs.Como os dununs interagem com o djembê.
  2. Ritmo TradicionalRitmo Malinkékuku:Aprendizado do ritmo e como tocá-lo com os dois instrumentos.ConclusãoEste laboratório foca no Djembé e nos Dununs, proporcionando uma experiência prática e cultural rica, onde os participantes poderão tocar e apreciar a música tradicional africana.

Dia: 11/10

Horário: 10h

Tambor de batuque: os ritmos afro-gaúchos em sua essência

Pingo Borel – Batuque

Nesta oficina iremos falar do Batuque do rio grande do sul onde será abordada as nações toques e de que região vieram da África para que possamos minimamente nos situar  neste universo lindo de ritmos toques e harmonia.

 

Walter Mello Ferreira, filho de Mestre Borel figura significativa na cultura negra do RS e um dos ícones culturais da comunidade Restinga, mais conhecido no meio artístico como “Pingo Borel” é educador musical, percussionista, oficineiro especialista na construção de tambores e nos cultos e toques dos ritmos africanos.

Foi membro do “CNAB – Conselho Nacional Afro Brasileiro” Secretário da Liberdade Religiosa do “CNAB” Representante do RS no encontro Internacional de percussionistas “ALAYANDÊ XIRÊ” (A Grande Festa), ocorrido em Salvador, Bahia, no período 27 a 30 do mês de novembro nos anos, 2003, 2004, 2005.

Como músico profissional toca percussão, violão e cavaquinho, flauta doce entre outros..

Realizou espetáculo musical o A Ópera do Malandro, interpretando o personagem João Alegre “Malandro” (2010) / Escola de Música Cordas e Cordas, Porto Alegre.  Integrou o grupo do compositor e percussionista gaúcho “GIBA GIBA”. Foi integrante do grupo musical/circense “BORAIMBOLÁ”. (cavaquinho e percussão). Em 2010 participou da Feira do Livro e Porto Alegre integrando o show de Mestres Griôs, resgate dos ritmos africanos, compondo arranjos no atabaque. Integrou o projeto Nação Periférica / Alvorada / RS no ano de 2010. Foi integrante do AlabêÔni, grupo de percussionistas/cantores que resgata os toques ancestrais e religiosos afro-gaúchos: Batuque, Maçambique, Quicumbi e Candombe, tendo como figura central o Tambor de Sopapo,O grupo  fez parte do projeto Sonora Brasil, Serie Tambores e Batuques, SESC/RJ, em 2013 percorreram todos os estados das regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste e no ano de 2014 percorreram os estados das regiões, Sul e Sudeste. O mesmo participou do espetáculo teatral Cantos de Linho e de Lã- Poesias cantadas do escritor Dilan Camargo e do grupo musical BATACLÃ FC. Fundador do Ponto de Cultura e Memória Centro Cultural Mestre Borel. Atualmente é percussionista do Grupo CHIMARRUTS

Dia: 25/10

Horário: 10h

Percussão oriental: timbres e técnicas do oriente

Cândido de Castro

Workshop de Percussão Oriental

O percussionista e pesquisador Cândido de Castro convida para um encontro especial dedicado ao universo dos tambores frame drums, de diversas culturas.

Cândido participou das edições de 2024 e 2025 do Festival Tamburi Mundi, na Alemanha – um dos maiores festivais de percussão do mundo – onde compartilhou técnicas e ritmos brasileiros aplicados a este instrumento. Também integrou o documentário comemorativo de 20 anos do festival.

Sua trajetória inclui estudos com mestres na Turquia (2024 e 2025), aprofundando a tradição dos framedrums e dialogando com a musicalidade brasileira.

Este workshop é aberto a todos os níveis – não há pré-requisito para participar. Os instrumentos serão fornecidos para este encontro.

Dia: 18/10

Horário: 10h

 Castanholas: precisão, alma e tradição andaluza

 La Negra Ana Medeiros: Castanholas

Oficina de castanhola com La Negra Ana Medeiros aplicada ao choro e MPB!

Castanhola como você nunca viu! Oficina tem como objetivo ter um primeiro contato com o instrumenco, tipos de toques, exercício de técnica e elaboração de um arranjo aplicado ao choro ou MPB!

Não é necessário ter o instrumento!

Ana Medeiros La Negra

Bailarina de Flamenco e percussionista. Dedica-se ao estudo e ensino de castanhola e dança Flamenca há mais de 26 anos, ministrando aulas regulares, ocinas e cursos intensivos em todo Brasil e na Espanha. Ana Medeiros, La Negra recebeu várias premiações, entre elas, a de Melhor Bailarina em 2012, destaque Flamenco 2017, melhor espetáculo em 2021 no Prêmio Açorianos de Porto Alegre e recentemente, em 2023, o de Melhor Bailarina Flamenca no Prêmio Açorianos. Também foi agraciada com bolsa de estudos no “II Ciclo dedicado a laformación completa del baile amenco”, em Madri. Ao longo de sua trajetória, desenvolveu método pioneiro no toque e arranjo musical da castanhola, aliando a prática como bailarina à utilização como instrumento solista. Lançou um cd em 2019 juntamente com a camerata Violões de Porto intitulado “Carmen& os Violões”, sendo a primeira concertista de castanhola e bailaora Flamenca a gravar um disco no Rio Grande do Sul. Em 2023 estreou o espetáculo “Sonho Ibérico”, unindo a arte do fado e a arte amenca, com qual recebeu o Prêmio Açorianos de Dança de Melhor Bailarina de Flamenco e Melhor Trilha Sonora.

Dia: 18/10

Horário: 14h

Cerâmica sonora: arte e som em perfeita harmonia

Ojo Ateliê

Oficina de construção cerâmica

Cerâmica Sonora Chocalho

Construção do chocalho com a técnica do beliscão

Finalização escultórica bichos

Brunido da peça

A ojo ateliê cerâmica surgiu em 2018. Anteriormente nossa arte era expressa em fios. A cerâmica ressurge em nossas vidas como uma reconexão com a natureza e suas formas. O ateliê foi idealizado por duas artistas que trazem suas manualidades e conhecimento para o universo da arte. aojo ateliê descortina a cerâmica e suas possibilidades: ritual, sonora, artística, funcional. Rrevelamos nas peças o desenho, a escultura, a construção, a alquimia.

Somos Fer e Fiva.

Dia 25/10

Horário; 10h

dinâmica
Técnicas, estilos, ritmos e experimentações – 2 horas cada

valores 
1 oficina: R$ 120,00
2 oficinas: R$ 110,00 (por oficina)
3 ou mais oficinas: R$ 100,00 (por oficina)

Ficha inscrição (clique aqui)

 

programação

04 de outubro (sábado)

  • 10h: Fabiano Derbak – Derbake (percussão árabe)
  • 13h30 – Fernando Sessé – Pandeiro moderno
  • 16h – Pedro Borghetti – Bombo leguero

11 de outubro (sábado)

  • 10h: Loua Pacôn Oulaï – Djembê e dununs (África Ocidental)

18 de outubro (sábado)

  • 10h: Cândido de Castro – Percussão oriental
  • 14h: Ana Medeiros “La Negra” – Castanholas (tradição andaluza)

25 de outubro (sábado)

  • 10h: Pingo Borel – Tambor de batuque (ritmos afro-gaúchos) – Sala 2
  • 10h: Ojo Ateliê – Cerâmica sonora – Sala 3

 

18h – Show de encerramento
Todos os oficineiros juntos no palco
Entrada franca