Alabem Brasileiro em Novo Hamburgo

O show segue a linha que o grupo vem desenvolvendo desde sua criação, da pesquisa das manifestações afro brasileiras com cantos e toques tendo como ponto de partida a inclusão do tambor sopapo, os tamboriles do candombe, os Ilús da Nação africanista e os tambores do Maçambique e do Quicumbi.

No repertório, os cantos ritualísticos serão apresentados com uma estética cuidadosa primando pela poesia aliada aos vigorosos toques dos tambores, além de novas músicas autorais. Em seu novo projeto, apresenta também repertório e danças de domínio público de manifestações afro de outros estados, adaptados aos tambores gaúchos, como o tambor de crioula do Maranhão, com presença de dançarina.

Repertório
Aré Bará
Alujás para Xangô e Iansã
Toborinê
Cantos de Maçambique
Cantos de Quicumbi
Milongón
Toques de Candombe
Glefê
Cantos do Ensaio de Pagamento de Promessa
Toques de Tambor de Crioula (Maranhão)
Alabê Ôni
Toques de Marabaixo (Pará)
Ibi de Oshalá

Confira apresentação do Alabê no Fórum Social Mundial 15 anos.

Grupo Alabê Ôni
Surge da vontade de resgatar os tambores e manifestações de raiz africana do Rio Grande do Sul. Esta pesquisa teve como propulsor o documentário em longa-metragem O Grande Tambor, produzido pelo Coletivo Catarse e que teve Richard Serraria também assinando a trilha sonora (juntamente com Lucas Kinoshita e Marcelo Cougo). Circulou durante dois anos em uma turnê que passou por todos os estados do Brasil. Um projeto de 60 shows no norte e nordeste, em 2013, e outros 60 no sul, sudeste e centro-oeste, em 2014, através do projeto Sonora Brasil do Sesc. Ainda em 2014, o grupo circulou por Quilombos urbanos e pontos de cultura negra em Porto Alegre (RS) para o lançamento e distribuição desse conteúdo através de financiamento do Fumproarte, da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre. Em 2015, o grupo segue com nova formação (Richard Serraria, Mimmo Ferreira, Pingo Borel e Tuti Rodrigues) e trabalha em seu novo espetáculo, o Alabem brasileiro.

artistas

Percussionista. Filho de Walter Calixto, conhecido como Borel, alabê (tamboreiro) de Nação, forma religiosa de matriz africana vigente no Rio Grande do Sul. Walter Mello Ferreira, nascido e criado dentro de terreiro de Batuque conhecido no Rio Grande do Sul como Nação Oyó-Ijexá, acompanhou seu pai tocando atabaques e entoando cantos desde criança.

Percussionista. Nascido na cidade de Rivera, Uruguai, fronteira com Rio Grande do Sul, filho de pai brasileiro e mãe uruguaia, desde criança teve contato com o ritual do candombe, tradição de matriz afro uruguaia, materializado em 3 tambores: piano, chico e repique. Reside no RS há mais de 25 anos onde se tornou o principal artífice da fusão do candombe com a música popular brasileira à medida que é um instrumentista requisitado pelo primeiro time da música popular gaúcha.

Percussionista. Natural de Porto Alegre, em 1997 começa sua pesquisa sobre o sopapo e em 1998 passa a usar tal tambor na música pop gaúcha junto com a Bataclã FC. Integrante da bateria dos Imperadores do Samba, União da Vila do Iapi e Bambas da Orgia nos últimos anos. Desenvolve trabalho musical autoral com oito discos lançados sempre com presença do tambor sopapo. Em 2010 é lançada a trilha sonora do documentário O Grande Tambor (Coletivo Catarse/IPHAN), composta em parceria com Marcelo Cougo, filme que narra a trajetória do tambor afro gaúcho. Ganhador de cinco prêmios Açorianos, trabalha ainda no âmbito acadêmico concluindo por hora o doutorado na Literatura Brasileira, estudando a canção brasileira e sua relação composicional com tambores.

Desde criança ouvindo os sambas que seu pai organizava nos jogos de futebol e em churrascos de amigos e família, foi se interessando e passou a gostar de música. Passou a aprender instrumentos de percussão de samba, mas foi aos quinze anos que começou a estudar outros instrumentos. A partir daí se aprofundou em outros gêneros e ritmos musicais. Já acompanhou vários artistas como Jamelão e Jovelina Pérola Negra. Estudou na África do Sul (Cap Tow, Costa do Marfim, Mali , Ghuine, Ghana). Após essa pesquisa circulou pelo Brasil como Recife, Natal, Maceió, Olinda, Bahia para comparar os ritmos da África com os do Brasil.

data e horário
16 de setembro de 2017, 20h

local
Fundação Ernesto Frederico Scheffel (Av. Gen. Daltro Filho, 911 – Hamburgo Velho), Novo Hamburgo

ingresso
1 Kg de alimento não perecível.


realização

 

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